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A Delegação do Poder Público e as Serventias no Paraná
A delegação do poder público, no contexto dos serviços notariais e registrais, é um mecanismo constitucional que permite ao Estado, titular originário dessas funções essenciais à cidadania, transferir o seu exercício para pessoas físicas ou jurídicas, denominadas notários e registradores. Essa delegação não é uma abdicação da responsabilidade estatal, mas sim uma forma de otimizar a prestação de serviços, garantindo maior eficiência, especialização e descentralização.
No Brasil, a delegação para a atividade notarial e registral é regulamentada pela Constituição Federal, em seu artigo 236, e pela Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994, que dispõe sobre os serviços de registro de imóveis, títulos e documentos e de notas. A legislação estadual vigente, no caso do Paraná, complementa essas normas, estabelecendo os requisitos para a delegação, a fiscalização e as responsabilidades dos notários e registradores.
Por que o cidadão paranaense pode confiar nas serventias?
A confiança nas serventias do Paraná se fundamenta em diversos pilares:
1. Processo Seletivo Rigoroso: O acesso à função de notário ou registrador no Paraná é realizado por meio de concurso público de provas e títulos, garantindo a seleção dos profissionais mais qualificados e aptos ao exercício da função. Este concurso é supervisionado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, assegurando a lisura do processo.
2. Responsabilidade Civil e Fiscalização: Notários e registradores respondem civilmente por eventuais erros ou omissões no exercício de suas funções. Além disso, estão sujeitos à fiscalização constante do Tribunal de Justiça do Paraná, através da Corregedoria Geral de Justiça, que verifica a regularidade dos atos praticados e a observância da legislação.
3. Garantia da Fé Pública: As serventias são responsáveis por garantir a fé pública dos atos que praticam, ou seja, a presunção de veracidade e validade dos documentos e informações registradas. Essa garantia é fundamental para a segurança jurídica das relações sociais e econômicas.
4. Modernização e Tecnologia: As serventias do Paraná têm investido em modernização e tecnologia, buscando aprimorar a qualidade dos serviços prestados e facilitar o acesso dos cidadãos às informações. A implementação de sistemas informatizados e a digitalização de documentos são exemplos dessa preocupação.
5. Natureza Delegada, Não Privatizada: É crucial entender que a serventia não é uma entidade privada. O notário e o registrador são delegatários do poder público, exercendo uma função estatal de forma indireta. Isso significa que o Estado mantém o controle e a responsabilidade sobre a atividade, garantindo o interesse público.
Em suma, a delegação do poder público para as serventias no Paraná, aliada ao rigoroso processo de seleção, à fiscalização constante e à responsabilidade dos profissionais, proporciona um sistema notarial e registral confiável e eficiente, essencial para a segurança jurídica e o desenvolvimento do Estado.

